A neuropsicologia é uma ciência muito importante para o desenvolvimento humano. É ela que estuda as relações entre o cérebro e o comportamento. Dessa forma, ela pode ser aplicada em todas as esferas das nossas vidas, e dentre elas, a esfera educacional vem há muito tempo se beneficiando de diversos estudos e pesquisas relacionadas à essa ciência. Observando sob essa ótica, a neuropsicologia pode criar, atestar e aplicar aprimoramentos nas formas de aprendizagem e ensino. No processo educativo em si ela é capaz de compreender os modelos de estímulos mentais utilizados pelo indivíduo e a maneira que ele reage a eles e quando necessário, é possível utilizar estratégias e métodos para que o cérebro absorva com maior eficiência as informações, garantindo assim a aprendizagem. É preciso entender que dentro do processo educativo de um indivíduo estão inseridos diversos aspectos que devem ser considerados como os psicológicos, biológicos, culturais e ambientais, por exemplo. Por isso, cada indivíduo é único, portanto, aprende de maneira diferente das demais. Ao identificarmos essas diversas individualidades, e observarmos a maneira que esse indivíduo estuda e cria diferentes formas de aprender, é possível traçar estratégias de atuação quando necessário. A neuropsicologia aplicada pelos seus profissionais na prática busca identificar quais as limitações reais do indivíduo. Podendo entender se há alguma dificuldade relacionada às funções mentais superiores (linguagem, memória, atenção, etc.), questões sociais, de comportamentos disfuncionais dentre outros aspectos. Dessa forma fica evidente que a neuropsicologia pode contribuir muito com a melhora de indivíduos que possam estar passando por dificuldades de aprendizagem. Já conhecia essa ciência e sua importância nos processos educativo e de aprendizagem? Deixe nos comentários suas experiências e opinião sobre o assunto. Será muito satisfatório contar com a sua interação. E não se esqueça de curtir e compartilhar o nosso conteúdo.
Neuropsicologia e suas contribuições para o campo médico
A Neuropsicologia representa a confluência de duas áreas de estudo conhecimento humano, a Neurologia e a Psicologia. Os estudos neurológicos são responsáveis por estudar o cérebro e sistema nervoso em sua constituição orgânica, ou seja, anatomia, fisiologia e bioquímica, já os estudos em psicologia irão atuar com as emoções, comportamentos e cognição (capacidade de um indivíduo compreender e aprender). A união entre esses dois campos de estudo vai gerar um novo ramo da ciência preocupado com o entendimento sobre como o sistema nervoso em sua organização é capaz de modular o comportamento, as emoções e a cognição humana. No entanto, a ideia de que o cérebro é o responsável pelo comportamento humano nem sempre foi praticada, existindo diversos povos que designavam que a habitação da mente era o coração. Foi o Pai da Medicina, Hipócrates, no séc. 4 a. C., que descreveu que era, na verdade, no cérebro a localização da mente humana. Foram necessários muitos séculos para que a hipótese de Hipócrates fosse confirmada, o que aconteceu apenas no século XIX. É difícil afirmar a que custo, mas as grandes guerras foram responsáveis por boa parte do desenvolvimento do conhecimento humano. Não foi diferente para a Neurologia e a Psicologia. As guerras, principalmente a Segunda Guerra Mundial, possibilitaram diversos estudos sobre o cérebro e o comportamento. Pessoas que sofreram lesões cerebrais foram observadas por neurologistas que confirmaram as relações das regiões cerebrais com as relações do ser humano com o ambiente. Podemos afirmar que a Neuropsicologia surgiu durante a Segunda Guerra Mundial. A Neuropsicologia, assim como diversas outras especialidades, sejam elas médicas ou não, atuam de forma multidisciplinar com a Medicina. Ou seja, a atuação médica e a atuação em neuropsicologia são complementares e sinérgicas. Além disso, atuações multidisciplinares sobre o ser humano serão capazes de atingir o ser como um todo, tratando o paciente como um indivíduo biopsicossocial, que nada mais é conseguir chegar ao paciente através de seus motivos orgânicos, psicológicos e sociais. O profissional em neuropsicologia servirá como um pilar para o profissional médico auxiliando-o em diagnóstico complementar, onde o médico apresenta uma suspeita de diagnóstico e o neuropsicólogo pode reforçar ou confirmar essa suspeita através de uma avaliação neuropsicológica. Esse profissional poderá propor medidas de reabilitação cognitiva de pacientes com patologias que geraram alterações do sistema nervoso central. São diversos os campos médicos que podem necessitar o suporte da Neuropsicologia, podemos destacar a Psiquiatria, Neurologia, Geriatria e Pediatria. Assim, dá pra citar algumas situações em que os pacientes seriam beneficiados por um acompanhamento multiprofissional entre Médicos e Neuropsicólogos. Veja a seguir: 1. Desenvolvimento cognitivo de crianças; 2. Pacientes que sofreram algum tipo de lesão cerebral; 3. Doentes psiquiátricos, como depressivos e esquizofrênicos; 4. Idosos com Demência do Idoso; 5. Pacientes com Alzheimer. Conte-nos sobre sua experiência com a Neuropsicologia nos comentários e enriqueça esse diálogo.
A abordagem cognitivo-comportamental nos transtornos de aprendizagem
A terapia cognitivo-comportamental (TCC) vem sendo utilizada em diversos contextos e situações com o intuito de identificar comportamentos disfuncionais que podem causar algum tipo de transtorno ao paciente. Dentro da esfera da aprendizagem e vida acadêmica esse tipo de terapia tem funcionado muito bem na identificação e solução de transtornos e falhas psicológicas que dificultem a cognição. Aqui falaremos um pouco mais a respeito disso, de como a TCC aborda os transtornos de aprendizagem. Acompanhe: Características dos transtornos de aprendizagem Pode ser que você esteja notando que a sua aprendizagem ou do seu filho, por exemplo, esteja aquém da média de outros alunos do mesmo nível. Apesar de, por vezes, essa dificuldade estar ligada a alguma matéria específica, ela também pode estar relacionada a algum transtorno de aprendizagem, que nesses casos, envolve dificuldade de escrita, leitura, interpretação e matemática. As origens desse transtorno podem ser diversas, passando por fatores genéticos, comportamentais e ambientais, dessa forma, saber identificar a causa da disfunção e procurar soluções psicoterapêuticas para sua solução é uma recomendação. Dentro desse contexto a TCC vem alçando bons resultados para a melhora da aprendizagem. A TCC na aprendizagem A abordagem cognitivo-comportamental pode atuar de maneira benéfica para estudantes de maneira geral, ajudando-os a lidar melhor com os desafios encontrados. Dentre as principais queixas apontadas por aqueles que possuem transtornos de aprendizagem temos: — Dificuldades cognitivas. — Dificuldades pessoais. — Dificuldades Interpessoais. — Dificuldades na gestão do tempo. Identificando as principais dificuldades do paciente, o psicoterapeuta irá utilizar diversas ferramentas da TCC para levá-lo a entender suas limitações, entender quando elas são reais ou apenas criadas por comportamentos automáticos. Como exemplo, as pessoas que dizem que não conseguem aprender determinada matéria, será que realmente não conseguem ou estão, na verdade, condicionadas a esse pensamento e comportamentos adjacentes, por isso, não aprendem? Uma ferramenta utilizada pela TCC para ajudar esse tipo de paciente, por exemplo, pode ser o Registro de Pensamentos Disfuncionais (RPD), que ajuda o indivíduo a identificar cognições, comportamentos e emoções envolvidas na hora do aprendizado. O aluno consegue identificar as situações que está distorcendo e passa a pensar de forma mais coerente com a realidade. Cada vez mais pessoas vêm recorrendo à TCC para ajudar a superar transtornos de aprendizado, focando nos padrões de comportamentos estabelecidos e sua análise crítica e lógica. Tem alguma experiência com a TCC? Conte pra nós nos comentários e vamos interagir para tornar o nosso conteúdo ainda mais completo. E não se esqueça de curtir e compartilhar.




