A neuropsicologia é uma área que estuda as relações entre o comportamento, o cérebro e processos mentais como, por exemplo, a memória, linguagem, pensamento e atenção. Dentro do contexto da aprendizagem o neuropsicólogo confronta alterações de comportamento com áreas cerebrais que os estariam determinando. Dessa forma se estabelece a origem de distúrbios que podem estar prejudicando o aprendizado do aluno. Confira abaixo como a neuropsicologia pode ajudar no processo de aprendizagem: Importância Pais geralmente possuem dificuldades em identificar os motivos pelos quais seus filhos não possuem bom rendimento na escola, podendo atribuir isso a fatores simplistas como preguiça ou falta de interesse. Contudo, a origem do problema pode ser mais complexa e envolver fatores neurológicos. Dessa forma se faz necessário identificar se as dificuldades são causadas por fatores ambientais como os pedagógicos, familiares e emocionais ou por algum outro motivo que esteja relacionado a transtornos de aprendizagem. Para isso, o auxílio de um profissional habilitado se torna necessário, para o correto diagnóstico da origem da dificuldade cognitiva. Assim, constatado o transtorno, a neuropsicologia atua de forma determinante para encontrar possíveis soluções que irão melhorar o rendimento do aluno. Como é realizada a avaliação neuropsicológica? Em um primeiro momento o neuropsicólogo irá realizar uma anamnese para coletar todos os dados a respeito do dia a dia e do desenvolvimento da criança. Esse processo é realizado com o próprio paciente e envolvem os pais, professores e todos aqueles que estejam relacionados com a vida educacional do aluno. A partir dessas informações coletadas é que o profissional irá começar a avaliar o paciente cognitivamente, por meio de diversas ferramentas neuropsicológicas cientificamente comprovadas. Com o diagnóstico o neuropsicólogo irá indicar possibilidades de intervenção que podem ser aplicados para melhorar o bom desenvolvimento estudantil do paciente. Por isso é importante perceber e analisar as origens da dificuldade de aprendizado considerando todas as possibilidades, inclusive distúrbios psicológicos. Tem alguma dúvida ou experiência relacionada a esse tema? Compartilhe nos comentários e ajude a tornar o nosso conteúdo ainda mais completo. E não se esqueça de curtir e compartilhar o nosso texto.
O desenvolvimento infantil e o mundo digital
A tecnologia veio para facilitar a vida de todos, trazendo informações rápidas e nos conectando ao mundo. Mas vocês já pensaram que possíveis impactos do uso excessivo da tecnologia podem trazer para o desenvolvimento de nossas crianças? Quando a criança tem uma exposição excessiva às telas, ela pode ter prejuízos na aprendizagem escolar, na saúde física e mental e nos comportamentos sociais. Diminuindo assim o contato com familiares, restringindo a socialização e não desenvolvendo um repertório de habilidades sociais. É muito comum que essas crianças apresentem sintomas de ansiedade, raiva, quando impedidas por algum responsável de utilizar os smartphones, tablets, jogos, ou quando elas não alcançam os resultados esperados, apresentam comportamentos inadequados ou desregulados. Outros pontos importantes a serem lembrados são: a coordenação motora fina e grossa, o sobrepeso, dores de cabeça, perda auditiva e visual e o tecnoestresse, que é quando acontece prejuízo na fase do desenvolvimento cerebral da criança. Mas como podemos ajudar aos pais, educadores e responsáveis a lidar com nossas crianças de forma a preservar o bem-estar físico e mental, mesmo elas estando conectadas ao mundo tecnológico? É preciso estabelecer uma conexão de parentalidade para que, mesmo com o uso da tecnologia, essas crianças se desenvolvam de forma saudável, confiantes, com uma regulação emocional e criativas. Nos próximos posts, falaremos passo a passo sobre cada ponto destacado no tema.
O que são funções executivas do cérebro?
As funções executivas são um conjunto de habilidades cognitivas necessárias para controlar e regular nossos pensamentos, emoções e ações. Alguns estudos fazem distinção entre o componente “frio” das funções executivas, que envolve estritamente as habilidades cognitivas (por exemplo, a capacidade de fazer cálculos apenas com a mente), e o componente “quente”, que reflete a capacidade de regular as emoções (por exemplo, a capacidade de controlar a raiva). As funções executivas podem ser divididas em três categorias de competências: – Memória de Trabalho: envolve a capacidade de manter as informações obtidas na mente, permitindo o seu uso durante a execução de uma tarefa, para fazer uma ponte entre as ideias, estabelecer prioridades e manter o foco. – Flexibilidade Mental: envolve a capacidade de mudança de comportamento diante de obstáculos e a capacidade de mudança de perspectiva; permite o pensamento criativo. – Controle Inibitório: traz à tona os processos de controle do comportamento, da atenção e dos nossos pensamentos/emoções. Essa função permite a inibição dos comportamentos ou de rotinas “automáticas” e a prática de rotinas mais controladas. As habilidades associadas às funções executivas são extremamente importantes para o desenvolvimento cognitivo da criança, incluindo o desempenho escolar, os comportamentos relativos à saúde e o ajustamento social. Gostou do nosso post? Acompanhe o nosso blog para saber mais. Curta e compartilhe, assim você nos ajuda a continuar produzindo conteúdo relevante. Até a próxima! Referência: Funções executivas: Síntese. Em: Tremblay RE, Boivin M, Peters RDeV, eds. Morton JB, ed. tema. Enciclopédia sobre o Desenvolvimento na Primeira Infância [on-line]. http://www.enciclopedia-crianca.com/funcoes-executivas/sintese.
Habilidades cerebrais e a qualidade de vida
Passamos por diversas experiências diariamente. Mesmo que tenhamos uma rotina bem estruturada existem situações que exigem que tenhamos controle e flexibilidade para resolvê-las, pois, acontecem repentinamente. Para que tenhamos um desfecho eficaz, utilizamos as funções executivas, que são as habilidades cerebrais responsáveis pelo planejamento, organização, monitoramento, execução e avaliação de comportamentos. Através destas funções podemos acessar, rever e manipular informações (memória de trabalho), controlar nossa atenção diante de diversos estímulos, por exemplo, deixar de comer um doce para emagrecer (controle inibitório) e mudar de opinião e atitude diante de uma nova proposta (flexibilidade cognitiva).
Regulação Emocional e sua relação com a Terapia Cognitivo Comportamental
A regulação emocional é a habilidade em identificar e gerenciar as próprias emoções. Essa habilidade orienta o ser humano a lidar com as emoções, conhecer a si mesmo para entender as suas origens e através da prática, desenvolver maior controle sobre elas para se relacionar melhor consigo e com o outro. Saber regular as emoções é aprender a gerir o efeito que elas têm sobre a nossa vida, e assim, conseguirmos construir boas relações e desenvolver maior qualidade de vida. Qual é o papel da Terapia Cognitivo Comportamental? A Terapia Cognitivo Comportamental atua diretamente no desenvolvimento da regulação emocional, possibilita a flexibilização de padrões de pensamento que estão por trás de cada conduta do indivíduo, buscando a reformulação de comportamentos disfuncionais em comportamentos benéficos. Através dela, o indivíduo pode analisar o que pensa e sente e como isso afeta suas ações, e desse modo, consegue fazer as modificações necessárias para promover o seu desenvolvimento pessoal. Com a Regulação Emocional é possível desenvolver também em cada um de nós a empatia, altruísmo, compaixão, colaboração para aumentar maior qualidade nas relações pessoais. Gostou do nosso artigo sobre regulação emocional? Então compartilhe e deixe nos comentários suas duvidas ou sugestões de melhoria. Sua opinião vale muito para aperfeiçoarmos nosso conteúdo.
O que é Terapia Cognitivo Comportamental?
Os estudos acerca deste tema começaram no início da década de 60 através do psiquiatra Aaron T. Beck, influenciado por filósofos estóicos que acreditavam que a lógica pode ser usada para identificar e descartar crenças falsas que nos levam à emoções destrutivas. O que, por sua vez, influenciou diretamente a maneira como os terapeutas cognitivo-comportamentais modernos identificam distorções perceptivas que contribuem para a depressão e ansiedade. Nos últimos 15 anos houve uma expansão nos estudos acerca da TCC, uma busca mais profunda foi iniciada, desenvolvendo assim novos conceitos e técnicas para o tratamento de transtornos mentais, para os quais as técnicas tradicionais não eram efetivas o suficiente. Dentre essas novas formas de psicoterapia se destacam: * A terapia do esquema, desenvolvida por Jeffrey Young sobretudo para o tratamento de transtornos de personalidade; *A DBT (terapia comportamental dialética), desenvolvida por Marsha M.Linehan para tratamentos de comportamentos suicidas, parassuicidas e para psicopatologias como transtorno da personalidade borderline; * a ACT (terapia de aceitação e compromisso), desenvolvida por S. C. Hayes e seus colaboradores, baseada no conceito da Mente Alerta. No que consiste a TCC e quais suas aplicabilidades? A Terapia Cognitivo Comportamental consiste em focar no problema atual do paciente. É uma abordagem mais específica e breve. Em resumo, ela explica que o que nos afetam não são necessariamente os acontecimentos e sim a maneira que interpretamos estes eventos. Na terapia cognitivo comportamental o profissional auxilia o paciente a distinguir e intervir nos pensamentos automáticos, se houver necessidade, a fim de mudá-los – os pensamentos que não analisamos conscientemente, que podem ser positivos ou negativos, são chamados de pensamentos automáticos. Por exemplo: Em uma situação na qual o indivíduo é corrigido por um erro, automaticamente, sem se dar conta do pensamento, surge a ideia de “eu nunca serei capaz. Não faço nada direito. Nunca conseguirei alcançar meus objetivos”. Através de testes comportamentais os pacientes da terapia cognitivo comportamental – TCC são treinados para identificar a diferença entre pensamentos e sentimentos. Ao cabo das análises de experiência, os pacientes chegam à conclusão de como surgem esses pensamentos, o que ele estava fazendo quando teve o pensamento automático, ou como se sentiu ao ter esses pensamentos. Quando a Terapia Cognitivo Comportamental é indicada? A terapia cognitiva comportamental é indicada quando seus pensamentos automáticos são sempre negativos, desencadeando uma série de fatores como: TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), Ansiedade generalizada, Transtorno de pânico, Ansiedade Social, Transtornos alimentares, Transtornos de personalidade, Transtorno bipolar. Por isso é importante o acompanhamento profissional e a abertura para tratar desse tipo de assunto. Informação pode salvar vidas. Restou alguma dúvida? Conta pra gente, deixe seu comentário falando se gostou do tema, nos ajude a construir uma rede de informações que possam contribuir com a sociedade. Até a próxima!
Como o TDAH pode afetar o aprendizado de crianças e adolescentes em idade escolar?
O que é TDAH? Devido à baixa concentração dos neurotransmissores dopamina e/ou noradrenalina em regiões sinápticas do cérebro, o TDAH se faz um dos transtornos mais comuns na infância. Este transtorno leva o indivíduo à falta de atenção, hiperatividade e impulsividade, ocasionando sérias dificuldades na fase escolar, prejudicando assim o processo de aprendizagem. Falta de atenção, para o caso da criança com TDAH, significa que o indivíduo não consegue manter, por algum tempo, sua atenção em um mesmo objetivo, manter o foco. A atenção espontânea que predomina. Ser hiperativo significa ter excesso de energia motora e/ou mental. A criança hiperativa está em constante inquietação. Quais as implicações do TDAH na vida escolar? É muito comum que educadores encontrem crianças ou adolescentes com TDAH nas salas de aula, também é bastante comum a confusão feita entre o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade e mau comportamento. Esse pré-julgamento acaba prejudicando, de forma significativa, o processo de aprendizagem dos alunos. Um fato que deve ser levado em consideração, pois é no ambiente escolar que a criança tem seu primeiro contato com a leitura e a escrita, o que exige da criança atenção e concentração. Existe tratamento? Existe sim e o acompanhamento com um profissional é imprescindível. O ideal é identificar o quanto antes, assim o processo de aprendizagem da criança não fica comprometido. Procure um profissional da área para mais detalhes. Gostou do nosso post? Para mais conteúdos como este siga-nos nas redes sociais e acompanhe o nosso blog.








